12/07/2021
Como fazer o controle de plantas daninhas?
A contenção de plantas daninhas passa diretamente por um complexo processo de tratos físicos, mecânicos, químicos e culturais. Entretanto, apesar de executar várias etapas, é preciso adotar cuidados preventivos e acompanhar cada processo, haja vista que a eliminação de pragas que comprometem negativamente na agricultura nunca é facilmente eliminada por completo da lavoura.

Pensando nisso, no post de hoje vamos mostrá-lo tudo o que você precisa saber sobre plantas daninhas e como fazer o seu controle adequado. Acompanhe!


O que são plantas daninhas, afinal?

Também conhecidas como ervas daninhas, plantas invasoras e outros nomes, às plantas daninhas são espécies que se desenvolvem junto à cultura, gerando perdas na sua qualidade e na produtividade. Normalmente esses malefícios acontecem porque essas plantas invasoras criam sombra e retiram do cultivo os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento.

É muito comum também que as ervas daninhas introduzam a infestação de pragas na lavoura, sobretudo porque muitas delas são hospedeiras de doenças, fungos e insetos. Logo, acabam transmitindo-os aos cultivos. Outro detalhe é que elas também podem ser naturais do próprio solo — remexido para a plantação de nova cultura. Sendo assim, infestado de sementes contaminadas, o seu controle definitivo torna-se tão difícil.


Então, como minimizar esse problema?

Assim como ocorre no Manejo Integrado de Pragas (MIP), o Manejo Integrado de Planta Daninhas (MIPD) é fundamental para minimizar a incidência de ervas daninhas em uma plantação. Porém, também devem ser adotados outros métodos de restrição, como o controle químico.

Vale destacar, porém, que no caso do controle químico, utilizar apenas esse caminho, aumentará também o custo de produção e a seleção de ervas daninhas resistentes, uma vez que apenas permanecerão no local as espécies mais fortes. Sendo assim, é importante conhecer as principais formas de controle de plantas daninhas. Acompanhe!


Como ocorre o MIPD?

Dentre as principais formas de controle de ervas daninhas, destaca-se o Manejo Integrado de Plantas Daninhas que, por sua vez, envolve os seguintes fatores de restrição de crescimento:

Preventivo: nesse tipo de controle, promove-se uma limpeza adequada de equipamentos no intuito de impedir que eles propaguem novas sementes contaminadas no campo de cultivo;

Físico: relaciona-se com a exposição solar de forma direta ou inundação da área, bem como o uso de queimadas controladas;

Cultural: atrelado a métodos de plantação, essa forma de controle impede que eles não sejam fomentadores das plantas daninhas. Para tanto, é preciso escolher as espécies adaptadas à rotação de culturas, espaçamento correto e até mesmo o plantio na época adequada;

Mecânico: o uso de enxadas ou a extração manual das plantas daninhas;

Químico: envolve o uso de herbicidas, observando as técnicas corretas de aplicação para não prejudicar a efetividade do tratamento.


Quais as vantagens desse tipo de manejo integrado?

Além das contribuições que já citamos, o controle de plantas daninhas é bastante útil, porque pode evitar que as pragas e demais doenças sejam incluídas no seu cultivo por meio das ervas daninhas. 

Outra vantagem é impedir a liberação de substâncias que afetam a germinação e o crescimento da sua cultura, além de minimizar o aumento de gastos que utilizam técnicas de colheita mais específicas.

Por fim, vale ressaltar também que o MIPD pode evitar o baixo desenvolvimento da cultura principal, uma vez que não haverá mais disputa por nutrientes ou a má qualidade da colheita em razão do grande estresse ou deficiência hídrica.


Com qual espécie de planta daninha você está lidando?

O controle de ervas daninhas também está atrelado ao conhecimento sobre as espécies com maior predominância em sua propriedade. Normalmente, as plantas com maior incidência são a tiririca, buva, capim amargoso, capim-de-galinha, azevém e amendoim bravo. Sendo assim, destaca-se também que, para cada espécie, há um tipo de ação que deve ser tomada de maneira isolada para mitigar suas propagações.

Outro ponto importante é contar com um profissional qualificado nesse tipo de assunto, como é o caso dos engenheiros agrônomos. Tão importante quanto conhecer os herbicidas que melhor surtem efeitos positivos, o auxílio de um profissional que pode detalhar estratégias para atacar o problema de forma mais eficiente é essencial.

Independentemente da estratégia utilizada, nós esperamos que o artigo de hoje tenha trazido novas e valiosas informações sobre o controle de plantas daninhas. Portanto, se gostou deste post e conhece alguma técnica que não apresentamos, não deixe de compartilhar através da caixa de comentários abaixo. E, em caso de dúvidas, entre em contato conosco.